Nômade Digital: A minha maneira mais rápida para você se tornar um e viajar mais, por mais tempo

A minha maneira mais rápida de você se tornar um nômade digital. Ouso dizer que você não precisa de nenhuma “profissão”, ou seja, você criaria sua própria de acordo com o plano de ação – este eu conto logo abaixo.

[Atualização 2016]: Fui informado por Rafael Incao e outros nômades digitais que de acordo com as pesquisas fui o primeiro Nômade Digital Brasileiro tendo começado com esse estilo ao final de 2008. Essa notícia foi uma surpresa para mim.

Definição Wiki (tradução): Nômades digitais são pessoas que aproveitam as tecnologias (internet, laptops, smartphones) para desempenharem as suas funções de trabalho, e mais geralmente conduzem suas vidas de forma nômade. Estes trabalhadores normalmente trabalham remotamente a partir de casa, cafés, bibliotecas públicas e até mesmo de motocasa ou campervan para realizar tarefas e objetivos que eram tradicionalmente executados em um único local de trabalho fixo.

Então para exemplificar, um nômade digital pode escolher morar em uma montanha no Nepal ou praia paradisíaca no Nordeste do Brasil e, desde que tenha acesso a internet, ganhar dinheiro para viver – eu já fiz ambos.

Inclusive, não querendo me gabar, ser um nômade digital me permitiu visitar 36 países desde 2006 até o momento que escrevo esse post. Sem dúvida isso mudou minha vida para melhor e é por isso que prego o estilo de vida.

Alguns benefícios que a viagem me proporcionou:

  • Amigos em todo o mundo
  • Conhecimento empírico dos lugares que passei
  • Auto-conhecimento
  • Aceitação de culturas diferentes
  • Novas perspectivas
  • Inglês fluente
  • Mais flexibilidade
  • Mais paciência
  • Nova vida

Leitura recomendada: Você não precisa ser rico para viajar o mundo!

Com isso em mente, quero lhe contar:

Como me tornei nômade digital e como você também pode

Quando tinha apenas 14 anos fui morar em Brasília. Meu primeiro trabalho foi cobrador de lotação na findada linha 89 (grito de guerra diário: Taguatinha-centro, Bradesco, Guará 1 e 2), ajudante de pedreiro (daqueles que metia a pá na massa) e pintor, não de quadro, mas de paredes, portas e portões.

Conto isso pra você entender que não nasci sabendo coisas da internet. Aprendi praticando. Perceba como…

Quando voltei a Curitiba, por ver que gostava muito de jogar no computador, meu pai me colocou em um ensino médio especial. Lá comecei a aprender algumas coisas extracurriculares como lógica, estatística e linguagens de programação.

Não demorou muito, mais ou menos 1 ano depois de ter iniciado, em 2005, quando tinha 15 pra 16, meu cunhado precisava de um site. Mesmo não sabendo como fazer exatamente, mas tendo uma ideia e um mentor, joguei no ar: “Cunhado, posso fazer um pra você pois vou pedir ajuda de um amigo – vamos fazer algo muito legal! Se eu terminar e você gostar, topa me dar o seu notebook Toshiba?”

Se alguém lhe oferece uma oportunidade incrível mas você não tem certeza se consegue fazê-la, diga sim – então, aprenda como fazê-la depois! ~ Richard Brendson

Felizmente ele aceitou e naquela mesma hora entendi algo muito importante que vou lhe contar em breve. Continue lendo…

Depois de aceitar, corri para meu amigo/mentor, Guilherme Stumm e contei a oportunidade. Ele decidiu me ajudar e por isso sou eternamente grato. Preciso reconhecer ele publicamente aqui neste blog, pois nunca poderia dizer hoje que sou um nômade digital se não fosse pela sua ajuda. Obrigado cara!

E claro, o Google também me ajudou muito – por isso a logo deste blog é copycat. 😉

Para inspirar, você precisa ser inspirado. ~ Nomadan

Depois de ter esse primeiro site feito (portfólio), outros ficaram fáceis. Ainda mais porque investimos um tempo para desenvolver um CMS (Sistema gerenciador de conteúdo) próprio, que é basicamente utilizar da tecnologia de banco de dados e linguagem de programação dinâmica (PHP no nosso caso) para facilitar adição, edição e remoção de tipos de conteúdo em um site. Exatamente o que o WordPress faz.

Aliás, quando o WordPress começou a ficar mais popular, por ser código livre e vários programadores abraçando a causa, decidi parar de programar o CMS próprio e usar apenas WP. Por isso que hoje incentivo muito você usar o sistema para praticamente qualquer tipo de site que deseja fazer. É simples e há milhares de plugins para aumentar a capacidade e funcionalidade do seu projeto online.

Veja um vídeo onde mostro como instalar e ter seu blog funcionando em 4 minutos.

Voltando…

Fiz o primeiro site do meu cunhado em casa (algumas vezes no escritório dele). Então ali já entendi que poderia usar a internet para trabalhar onde quiser, ganhar dinheiro e viver.

Isso foi revolucionário para minha cabeça de adolescente.

Na época estava trabalhando muito longe de casa, ficava várias horas no ônibus pra ir, voltar – as vezes até pedia pra família me pegar na parada porque voltava muito tarde, no último horário.

Agora imagina o tanto de tempo que poderia economizar se conseguisse trabalhar apenas em casa.

Sem contar que meu trampo era muito maçante. Tanto em 2004 quanto em 2005, eu recarregava cartucho de impressora, mas para duas empresas diferentes. A primeira era tão monótona, dentro de um quiosque escondido no Shopping Curitiba, que li a Bíblia inteira.

Com portfólio (prova social), novos parceiros vem mais facilmente

Então com apenas um site feito, resolvi criar uma logo para minha “agência de internet” e oferecer sites para outras pessoas da minha rede de contatos.

Ter criado a logo e o site foram essenciais para mostrar mais profissionalismo. Rapidamente consegui tanto cliente que não dei conta. É sério e vou lhe contar como resolver este problema mais além.

Na época já estava querendo viajar para um país onde pudesse aprender o inglês, já que na escola, aprender verbo to be todo ano me fez criar uma aversão à língua.

Então criei 2 sites para um escritor chamado Luciano Subirá. Os cheques foram diretamente para a agência de viagem de um amigo em comum. Nem toquei no dinheiro e é por isso que digo que troquei o site pela passagem aérea.

Outro site foi para uma agência de estudante na Nova Zelândia, que ao invés de pagar dinheiro, acertou o curso com a escola, pois já tinham um bom relacionamento.

Hoje, tanto as passagens quanto os cursos de inglês estão mais baratas devido ao aumento da concorrência. Mas se tivesse que pagar do bolso, os dois seriam em torno R$8.000,00.

Mas não paguei com dinheiro propriamente dito e sim meu tempo. Foi tudo na base do escambo. Aliás, acho muito válido você ler a respeito da Economia da Doação.

Eu até tinha fechado outros sites. Um tinha trocado por uma guitarra, mas cancelei. Outro houve tanta alteração que tivemos que cancelar também. Na época não tinha experiência e não sabia precificar meu tempo. Por isso tive problemas para entregar alguns trabalhos. Mas vou explicar como resolver mais abaixo.

A minha maneira mais rápida para você se tornar um nômade digital

Então aqui minha maneira se você quer se tornar um nômade digital o mais rápido possível:

1) Passo 1 e definitivo: Entrar em contato com uma empresa e oferecer suas horas de trabalho remoto por um salário – para garantir o ganha pão (nosso de cada dia).

Como?

Você pode pergutar a um(a) empresário(a) o seguinte: qual a sua dor? 

Murilo me enviou uma outra pergunta: Qual a sua maior dificuldade ou o maior problema que encontra no dia a dia como [atuação do empresário]?

Outra: Quais as atividades que você faz e sabe que podem ser tercerizadas?

E mais outra: Você já pensou que alguém pode lhe ajudar a otimizar seu tempo por realizar algumas tarefas para você? E melhor, remotamente.

Enfim, a ideia é mostrar que você está preocupado em saber do desafio e quer ajudar.

Proposta

Quando ele(a) responder, você pode voltar com uma proposta bem estudada que vai basicamente comunicar:

“Vou disponibilizar x horas do meu dia exclusivamente para ajudar sua empresa a resolver esse problema. Vou fazer isso, isso e isso.”

Você pode mostrar uma lista com suas atividades baseada em diversas pesquisas no Google sobre como resolver ajudar o(a) empresário(a).

Na proposta você pode descrever todo o plano de ação, detalhado ou não. Sendo específico, você pode acrescentar valor único na proposta e talvez aumentar as chances de aceite.

Ex. Software

As vezes um simples software pode fazer uma enorme diferença. O empresário sabe da curva de aprendizado para dominar o novo sistema e não quer passar por isso – você pode então entrar como o solucionador deste problema. Você sugere, aprende, prepara, otimiza, prepara, otimiza, ensina.

A ideia é criar a profissão em volta do problema a ser solucionado. E o melhor de tudo, pode ser remoto.

Você precisa saber tudo sobre o software? Claro que não. Aprende dedicando horas, além do combinado para testar e colocar em prática as possíveis soluções que encontrou nas pesquisas.

 

Pronto. Se o primeiro não aceitar, repita o processo até encontrar.

 

Para ganhar dinheiro, online ou offline, você precisa solucionar problema(s), basicamente. Nada melhor que perguntar a um empresário qual é o problema. Geralmente eles tem dinheiro pra investir em alguém que lhe ajudará a vencer tal obstáculo.

Antes de continuar, já lhe apresentei a minha maneira de ajudar você a ser um nômade digital sem “profissão”. É a maneira que utilizo para gerar renda e viver em qualquer lugar do mundo com acesso a internet.

Isto dito, as outros passos a seguir podem ser tomados se você já é um nômade digital e quer alcançar outras realizações tanto para você quanto para os outros ao seu redor.

Então, se o seu objetivo é inicialmente apenas ser um nômade digital, você pode começar ao menos colocar em prática para analisar respostas. Você pode pesquisar agora mesmo no Facebook amigos empresários. Tome coragem, puxa um assunto paralelo e busque a resposta.

 

O quanto antes você testar a maneira, melhor saberá se funciona. Não precisa ler adiante se você quer apenas ser um nômade digital… Lhe convido, procure um empresário, faça a pergunta e monte sua proposta com valor único. Se precisar de ajudar com a proposta, basta deixar um comentário abaixo. Eu farei o possível para ajudar.

Um abraço,
Dan

Gostaria de assinar minha lista? Assinando você pode me enviar um email! Conte-me o que pretende fazer – talvez eu posso lhe ajudar com o plano de ação:

 

Conheça a técnica UPS – Ultra Produtividade Secreta.

Leitura recomendada: Custo de vida na Tailândia (você pode diminuir seus custos pessoais para ter mais tempo e dinheiro – e ainda morar num paraíso)

 

 

NÃO CONTINUE LENDO SE ainda NÃO FEZ O PRIMEIRO PASSO e quer ser um nômade digital.

 


2) Passo 2: Entrar em contato com outra(s) e oferecer serviço gratuito. Lembra da Economia da Doação?

3) Passo 3: Iniciar um canal de comunicação próprio para contar as experiências e ajudar ainda mais outras pessoas – um blog por exemplo.

“Ah, mas eu não sei…”

Não importa! Desde que você saiba digitar, goste de aprender coisas novas e faça além daquilo que é mandado (proativo), é quase impossível não encontrar uma porta aberta.

Quando ofereci o site para meu cunhado, eu mesmo não sabia como iria fazer exatamente, mas fui lá e fiz. Como disse, meu mentor me ajudou muito e o Google também.

Não importa sua área de atuação, toda empresa precisa de pessoas com sede de vencer e que estejam dispostas a fazer as coisas acontecerem – não apenas para a empresa, mas para as pessoas e também para elas mesmos – aumentado seu conhecimento, habilidades e rede de contatos.

Para alcançar qualquer um desses 3 passos basta querer, agir e perguntar – repetindo tudo isso a cada novo dia com paciência, mas com determinação.

Como ouvi do Silvio Santos uma vez: 10% inspiração e 90% transpiração.

Lidando com a rejeição

Não tenha medo de ser rejeitado. Se você tem medo de receber um não, aconselho a praticar algo que tenho feito mais mais frequência ultimamente: pedir desconto em todas as suas compras, inclusive no cafézinho. Não porque você é mesquinho e só quer pagar menos, mas porque está treinando para receber um não.

Quando pedi 10% de desconto outro dia no Caffe Nero em Edinburgh, Escócia, levei um não. Mas o cara sorriu. Pedi 5%, levei outro não: “Desculpe, mas não podemos fazer isso”. Mas sorriu novamente. Procurei meu cartão fidelidade e não encontrei. Ele pegou um novo para me dar e ao invés de colocar apenas um carimbo, colocou 2. “Nice try”, finalizou.

Não ganhei o desconto, mas fiz algo diferente que talvez ninguém tenha jamais feito antes. Assim, ele retribuiu a “criatividade” de outras formas.

Serviço gratuito

Você pode ter se perguntado: Por que fazer serviços “gratuitos” para outras empresas/pessoas? Bem, na verdade não é gratuito, pelo contrário, acredito que você estará ganhando experiência e ao passo que gera reciprocidade, relacionamento, reação, etc. Com o tempo, isso pode lhe ajudar muito a catapultar outros projetos.

Além disso, é muito difícil receber algo sem dar antes.

Escalabilidade

Antes de embarcar para Nova Zelândia, isso em 2006 quando tinha 18 anos, eu já tinha iniciado um site que foi na verdade uma ideia da minha irmã. Depois de alguns anos ele alcançou mais de 62 milhões de pessoas (explico como no link). Temos outros também que fazem parte da rede.

Então mesmo na Nova Zelândia, eu continuei tocando os sites. Encontrei um emprego numa agência que chegou a pagar quase R$8.000,00 de salário mas larguei tudo em 2008 para mochilar o mundo. Explico os motivos no link acima.

Mas onde quero chegar aqui, é mostrar que o passo 3 é um meio de comunicação e este pode lhe ajudar a criar um negócio mais escalável.

Se fizer o passo 1, você vai ter dinheiro suficiente para sobreviver. O passo 2, vai lhe ajudar a criar experiências para compartilhar no passo 3.

Aqui o que o Cassio Spina escreveu a respeito do conceito escalável:

Este conceito se aplica não só na fabricação de produtos, mas também na prestação de serviços que possam ser replicados sem demandar recursos (capital e/ou mão de obra) na mesma proporção do seu crescimento. Alguns exemplos de negócios escaláveis são os meios de comunicação, indústrias em geral, serviços de telecomunicações, etc., pois podem atender uma grande quantidade de clientes, utilizando uma estrutura básica comum a todos.

Por outro lado, exemplos de modelos de negócio pouco escaláveis são bares, restaurantes, serviços de consultoria, serviços pessoais, pois para atenderem mais clientes, precisam ter investimentos e aumento de equipe praticamente na mesma proporção do seu crescimento. Mas isto não significa que não possam ser criados negócios escaláveis para estes mercados.

Conclusão

Andar longe do que lhe disseram ser normal, pode não ser uma escolha calma e pode até parecer loucura. Mas se você está animado o suficiente para trabalhar em ter a flexibilidade e mobilidade que um nômade digital pode ter, não perca tempo. Comece agora mesmo.

“Nenhuma grande mente jamais existiu sem um toque de loucura.” ~ Aristóteles

O que você sente depois de ler esse texto? Poderia compartilhar nos comentários?

BÔNUS VÍDEO: Medellín, Colômbia: Por que atrai tantos Nômades Digitais? 3 Fatores

11 Comments

  1. jefferson 17 de agosto de 2014
    • Dan Cortazio 18 de agosto de 2014
  2. André Luis 17 de agosto de 2014
    • Dan Cortazio 18 de agosto de 2014
  3. Mari 8 de setembro de 2014
  4. helenlagares 16 de novembro de 2014
    • Dan Cortazio 17 de novembro de 2014
      • helenlagares 29 de novembro de 2014
  5. Jessie De Oliveira 15 de novembro de 2016
  6. Ana 15 de fevereiro de 2017

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