Hoje eu aprendi… #2 – Como parar reclamações de um grupo e solucionar um problema

Hoje resolvi escrever publicamente sobre algumas coisas que vou aprendendo nessa caminhada chamada vida. A ideia veio depois de ter conhecido esse Sul-coreano chamado Samuel – talvez você já leu a história.

Alguns dias eu simplesmente não consigo escrever, por isso pode ser que eu volte ou junto alguns dias – como é o caso aqui. Ok?

De Búzios, onde ficamos 5 noites para Cabo Frio aprendi algumas boas lições.

No ônibus estava cheio desde que entramos e o motorista insistia em colocar mais gente – ele não queria apenas lotar, mas entupir. Além disso estava dirigindo que nem um maníaco. Na estrada entrava nas curvas na faixa contrária e ainda sim o ônibus parecia que ia capotar.

A primeira curva a galera fez um “oooowww“. E o burburinho rolando. Já reclamavam antes da lotação, agora da velocidade e modo irresponsável da direção. Chegou a segunda curva e mais um “oooowww” e mais blahblahblah também.

E ficava só nisso. Muita gente com medo e insatisfeita, mas ninguém se pronunciava pra reclamar. Eu não queria passar a viagem inteira naquela situação então meti o berro: “Ow motorista, vai com devagar ai que quero chegar inteiro em casa.” “E tu não tá carregando gado aqui não.

A galera apoiou… “Isso mesmo“, “É verdade, vai mais devagar nessas curvas aí“, “Tá indo rápido demais“, etc.

E o motorista maneirou.

Mas por que precisou alguém reclamar primeiro pra então terem coragem de falar em voz alta?

E pior, por que reclamavam uns aos outros e não para o causador do problema?

A maior lição do dia foi: Insatisfeito? Aja.

A palavra é curta já pra não ter desculpa de esquecer ou preguiça de lembrar. E talvez você pode pensar: “Ah, mas a galera do ônibus estava agindo de certa forma, falando (reclamando) do motorista.”

Sim, ótimo! Só que ele não estava escutando. Ou seja, o problema então nunca seria solucionado.

Então muitas vezes temos que ser como um megafone para expandir a voz do grupo insatisfeito.

Com isso evitei ficar escutando reclamações do grupo e melhor, consegui que o motorista fosse mais cauteloso, evitando talvez um possível acidente.

Como solucionar um problema

Identificar o problema é o primeiro passo, então reclamar pode fazer parte disso. Mas ficar só nisso geralmente não resolve nada, pelo contrário, tende a piorar a situação.

Então temos que encontrar a raiz do problema. Nesse caso era o pé do motorista. Então tinha que falar com a mente dele, que controla o pé, que controla a situação problemática.

Como não podia me mexer pois o ônibus estava lotado, tinha três opções:

  1. Escrever o recado num papel e passar de mão em mão (opção descartada pois não tinha caneta)
  2. Fazer telefone sem fio pedindo pra mensagem chegar até ele via voz (opção descartada pois talvez a mensagem poderia chegar distorcida ou mesmo nem chegar)
  3. Projetar minha voz alto o suficiente para que ele pudesse escutar (✓)

Em todas as opções para solucionar o problema eu precisaria ir além da reclamação – precisaria ir além do ordinário – precisaria de fato agir de maneira diferente dos outros passageiros insatisfeitos.

Solucionou um problema? Não se preocupe, outros virão

E podem ser piores.

Nessa mesma viagem, de repente, um percebo uma nova movimentação. Olho pra trás e a mulher aponta pro chão. Molhado e escorrendo.

O cara mijou.

Um homem bêbado estava apagado no banco e talvez sonhou que estava no banheiro… Era urina pra todo o lado.

Com isso não tínhamos muito o que fazer, a não ser mover as malas pra um lugar mais seguro (mesmo não tendo muito espaço) e torcer pro xixi não não feder mais do que já estava.

A lição dessa vez foi: Se beber, não durma.

Piadas a parte, e você, o que aprendeu hoje?

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