Hoje eu aprendi… #2 – Como parar reclamações de um grupo e solucionar um problema

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Hoje resolvi escrever publicamente sobre algumas coisas que vou aprendendo nessa caminhada chamada vida. A ideia veio depois de ter conhecido esse Sul-coreano chamado Samuel – talvez você já leu a história.

Alguns dias eu simplesmente não consigo escrever, por isso pode ser que eu volte ou junto alguns dias – como é o caso aqui. Ok?

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De Búzios, onde ficamos 5 noites para Cabo Frio aprendi algumas boas lições.

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WORST. BUS RIDE. EVER. From Búzios to Cabo Frio we were expecting a nice, quiet 1 hour bus ride, maybe even a little nanna nap in the middle…Then we got on and realised it was going to be a little different…First, with all our bags we had to squeeze through a herd of people even to find a single space to stand. There was literally TRIPLE the amount of people in the bus than seats. It was hot, it was sticky and we had all sorts of strange body parts rubbing up against us.NEXT MINUTE we were being thrown from one side of the bus to the other like cattle. It was like that crazy bus scene in Harry Potter 3. Every corner we came up to we held on for dear life as the bus swang around at top speed, sending butterflies all through my stomach. Any faster and the wheels would have been off the ground. NOT COOL. THEN the unthinkable happened. Apart from the occasional fart we had to endure, someone accidentally urinated all over the floor, sending a puddle of pee to run underneath everyone's feet. Literally, we were standing in someone's bodily fluids as we were getting chucked around the bus like animals, trying to stop our bags from soaking it all up at the same time.Curious. Have you experienced a bus journey quite like this?

Posted by StoryV Travel & Lifestyle on Saturday, January 24, 2015

No ônibus estava cheio desde que entramos e o motorista insistia em colocar mais gente – ele não queria apenas lotar, mas entupir. Além disso estava dirigindo que nem um maníaco. Na estrada entrava nas curvas na faixa contrária e ainda sim o ônibus parecia que ia capotar.

A primeira curva a galera fez um “oooowww“. E o burburinho rolando. Já reclamavam antes da lotação, agora da velocidade e modo irresponsável da direção. Chegou a segunda curva e mais um “oooowww” e mais blahblahblah também.

E ficava só nisso. Muita gente com medo e insatisfeita, mas ninguém se pronunciava pra reclamar. Eu não queria passar a viagem inteira naquela situação então meti o berro: “Ow motorista, vai com devagar ai que quero chegar inteiro em casa.” “E tu não tá carregando gado aqui não.

A galera apoiou… “Isso mesmo“, “É verdade, vai mais devagar nessas curvas aí“, “Tá indo rápido demais“, etc.

E o motorista maneirou.

Mas por que precisou alguém reclamar primeiro pra então terem coragem de falar em voz alta?

E pior, por que reclamavam uns aos outros e não para o causador do problema?

A maior lição do dia foi: Insatisfeito? Aja.

A palavra é curta já pra não ter desculpa de esquecer ou preguiça de lembrar. E talvez você pode pensar: “Ah, mas a galera do ônibus estava agindo de certa forma, falando (reclamando) do motorista.”

Sim, ótimo! Só que ele não estava escutando. Ou seja, o problema então nunca seria solucionado.

Então muitas vezes temos que ser como um megafone para expandir a voz do grupo insatisfeito.

Com isso evitei ficar escutando reclamações do grupo e melhor, consegui que o motorista fosse mais cauteloso, evitando talvez um possível acidente.

Como solucionar um problema

Identificar o problema é o primeiro passo, então reclamar pode fazer parte disso. Mas ficar só nisso geralmente não resolve nada, pelo contrário, tende a piorar a situação.

Então temos que encontrar a raiz do problema. Nesse caso era o pé do motorista. Então tinha que falar com a mente dele, que controla o pé, que controla a situação problemática.

Como não podia me mexer pois o ônibus estava lotado, tinha três opções:

  1. Escrever o recado num papel e passar de mão em mão (opção descartada pois não tinha caneta)
  2. Fazer telefone sem fio pedindo pra mensagem chegar até ele via voz (opção descartada pois talvez a mensagem poderia chegar distorcida ou mesmo nem chegar)
  3. Projetar minha voz alto o suficiente para que ele pudesse escutar (✓)

Em todas as opções para solucionar o problema eu precisaria ir além da reclamação – precisaria ir além do ordinário – precisaria de fato agir de maneira diferente dos outros passageiros insatisfeitos.

Solucionou um problema? Não se preocupe, outros virão

E podem ser piores.

Nessa mesma viagem, de repente, um percebo uma nova movimentação. Olho pra trás e a mulher aponta pro chão. Molhado e escorrendo.

O cara mijou.

Um homem bêbado estava apagado no banco e talvez sonhou que estava no banheiro… Era urina pra todo o lado.

Com isso não tínhamos muito o que fazer, a não ser mover as malas pra um lugar mais seguro (mesmo não tendo muito espaço) e torcer pro xixi não não feder mais do que já estava.

A lição dessa vez foi: Se beber, não durma.

Piadas a parte, e você, o que aprendeu hoje?

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