Empreender fazendo arte? Saiba como usar isso no empreendedorismo digital

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Como você tem notado, caro amigo leitor, a gente tem criado uma série de conteúdos motivacionais aqui no blog focados no empreendedorismo. Hoje, por exemplo, vamos falar sobre como dá para empreender fazendo arte. Aliás, será que dá mesmo? Vamos descobrir.

Aliás, pode ser que você ache que um texto sobre arte e cultura não tenha nada a ver com você, que quer empreender na internet. Mas, pode ser também que você esteja completamente enganado.

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O foco é o empreendedorismo porque queremos mostrar como algumas histórias nos motivam, nos inspiram e nos levam a lugares incríveis – independente se estamos falando sobre abrir uma loja virtual ou um e-commerce ou sobre vender picolé na praia.

A humildade no empreendedorismo

Para começar, saiba que esse relato abaixo não é desconhecido. Ao contrário, apesar de a categoria de “arte” muitas vezes ser esquecida no nosso país, saiba que Eduardo Kobra conseguiu fazer dela uma forma de empreender.

Assim, ele conseguiu adicionar 500 murais espalhados em todo o mundo. E mais do que isso, o seu começo foi bastante humilde. E isso prova que a humildade também pode te levar a lugares incríveis, ao redor do mundo, com relevância internacional.

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Curiosamente, saiba que Kobra foi criado na periferia e viu desde cedo as pichações em muros, assim como esteve a par do movimento hip-hop na sua comunidade. Atualmente, com 44 anos, Kobra é um nome de peso no que é chamado de “street art”.

O começo foi com 12 anos, quando o menino se interessou pelo universo. “Eu notei que dava para se comunicar através disso. Assim, dava para falar algo que eu desejava”.

A criatividade do artista

E quem é que nunca relacionou um vendedor com a criatividade do artista? Se a gente pode tirar proveito disso, saiba que Kobra não tinha como se especializar no tema devido a falta de possibilidades financeiras. Nada de cursos especializados.

Porém, isso não impediu ele de ir atrás do seu sonho, do seu ideal, do seu gosto. O que acabou acontecendo foi que ele criou o próprio estilo de arte. Sim, ele criou um estilo, entendeu onde está a inovação, a criatividade e o empreendedorismo?

Atualmente, Kobra é muito comparado com o muralista mexicano Diego Rivera (1886-1957), que foi um dos principais nomes do street art internacional. Além de Rivera e Kobra, ainda temos os americanos Keith Haring (1958-1990) e Jean-Michel Basquiat (1960-1988).

Todos são conhecidos por “picharem” espaços públicos com mensagens de protestos. Ah, e não podemos deixar de fora o polêmico britânico Bansky – cuja identidade não é divulgada.

Então, como empreender fazendo arte?

Se ele não conseguiu fazer cursos, ele criou o próprio estilo, que se assemelhou ao de grandes artistas mundiais. E tem mais: Kobra é autodidata, sendo que sempre faz questão de lembrar que estuda muito sobre a arte.

“Como não tive acesso a galerias e museus, costumo aproveitar ao máximo as oportunidades. Quando estou em algum país novo, tiro um tempo para conhecer a história local, os artistas que ali viveram, visitar galerias, além de fazer um tour pela cidade”, ele diz.

Aqui também dá para fazer um comparativo com o empreendedorismo porque vem a ideia de fazer uma limonada com os limões da vida, sabe? Até mesmo porque Kobra jamais perdeu a sua identidade própria.

Ele já contou, por várias vezes, que recebe muitos pedidos e convites. Porém, faz uma boa análise sobre o que vai ser bem-vindo para ele. “O processo de decisão se dá por alguns fatores determinantes. Um deles, que julgo primordial, é a liberdade criativa”.

A marca

Foi assim que Kobra criou a sua própria marca. Se já falamos do estilo próprio dele e da humildade que foi determinante para todo processo criação de murais, saiba que o estudo por conta própria também teve o seu peso, o que fez ter a sua própria identidade.

Para ele, isso tudo resultou na criação de uma marca forte. E sem se importar se o local a ser pintado será rico, pobre, zona sul ou zona norte. “Rico ou pobre, tanto faz. Sinto a mesma realização de fazer uma obra em qualquer lugar”, frisa.

E essa marca forte vem ligada a pesquisa, que para o artista é a principal etapa de todo processo criativo. “A criação em levado mais tempo que a própria pintura. Estou me preocupando cada vez mais com as temáticas e a mensagem que quero passar”.

A mensagem

E não tem como falar do artista sem citar as mensagens que ele passa para o seu público. Geralmente, ela vem em cores fortes e marcantes. Além disso, a identidade artística dele liga vários pontos – como uma pintura a uma folha de caderno, por exemplo.

Conheça essa história de quem começou a empreender desde cedo, ainda na infância

Para ele, a obra tem que ser sempre é pensada em detalhes, ainda que poucas pessoas sejam capazes de observar de primeira. Assim, não nos restam muitas dúvidas de que a história de Kobra é uma verdadeira lição de empreendedorismo, não acha?

E apenas para nos certificar de quem estamos falando, tente se lembrar daquelas representações hiper-realistas, baseadas em fotografias e estudos anatômicos. É bem provável que você já tenha visto um mural dele por aí.

Bônus – obra apagada

E para fechar o assunto, vamos lembrar do painel “O Beijo”, intitulado com o mesmo nome dado pelo fotógrafo norte-americano Alfred Eisenstaedt (1898-1995).

O fotógrafo ficou famoso pela imagem que conseguiu fazer ao retratar o momento em que os americanos saíram às ruas para comemorar o final da 2ª Guerra Mundial. Até hoje, esse lugar é um ponto turístico em Nova Iorque, nos Estados Unidos.

Empreender fazendo arte

No entanto, a prefeitura da cidade tombou o prédio. Assim, o proprietário do edifício, após saber do tombamento, optou por apagar a obra, pintando de cinza a parede do mural de Kobra. Para ele, a obra foi apagada, mas não será esquecida.

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