Dias de Tailândia com tempo, sem tempo e mentalidade estereotipada

Essa é a segunda vez que venho a Tailândia. Na primeira, em 2008, passei 16 dias intensos, norte, sul, leste, oeste. Para economizar tempo e dinheiro, eu e meu amigo pegávamos trem e ônibus da noite pro dia e assim visitamos a maioria dos pontos turísticos mais famosos: Bangkok, Khao San Road, tuk-tuk, templos, Chiang Mai, templos, mercado noturno, barco de bambu pelos rios, mortal da pedra, passeios de elefante, dias em vilas nas montanhas, Phuket, ilhas de Phi Phi, James Bond e Koh Samui, praias belíssimas, mais mercados, compras pra família, mais templos, estátuas de Buda deitado, sentado, de lado, de pedra, de ouro, de esmeralda, templo dos macacos e por aí vai. 

Foi uma correria porque tinha volta marcada para a Nova Zelândia e Brasil na sequência, e queríamos conhecer o máximo possível. Deu certo, mas foi superficial.

Agora é diferente, tenho tempo. Só em Bangkok já estou há 3 semanas. Vou até o limite.

E conversando com amigos, é impressionante a mentalidade estereotipada que geralmente tem daqui:

“E aí, já foi ver o ping pong show?”
“Já fez massagem tailandesa? Com final feliz né? hehe”
“Cuidado com AIDS ein cara!”

Dentre outros quebra-gelo dei destaque a esses que incomodam um pouco mesmo sabendo que é só brincadeira. Primeiro porque não são por esses motivos que vim pra cá. Segundo porque infelizmente filmes e mídia reforçam essa imagem do lugar, algo que realmente acontece, mas imagino o quanto é chato para os nativos saberem que a visão do mundo é limitada a esses fatos.

Pois com o Brasil não é diferente e me sinto também incomodado! Basta falar que é brasileiro e a primeira resposta geralmente é: “Eu quero ir no Carnaval no Rio! Bunda! Mulheres!” ou “Copa do Mundo! Futebol! Ronaldinho!“. Agora se é um nerd talvez lembre do Blanka do Street-fighter, hehe.

Eu particularmente não curto nem um pouco o Carnaval e nem sou fã de futebol, mesmo carregando a camisa do mengão pra todo lado. Mas ouvir isso é decepcionante.

Enfim! Quero ficar aqui pelo menos 3 meses, que é o tempo de visto que brasileiros recebem, e quanto privilégio!, a maioria dos turistas de outras nacionalidade recebem apenas 1 mês.

Tenho certeza que nessa segunda vez vou poder sentir, experienciar e conhecer muito melhor a cultura. 16 dias definitivamente não foram suficientes. Só esse tempo em Bangkok já pude quebrar vários preconceitos que tinha.

E agora com mais tempo, quero fazer mais coisas como:

  • Andar mais de bicicleta por outras cidades como já tenho feito em Bangkok.
  • Iniciar a prática de yoga por pelo menos 1 mês na ilha de Koh Phangan (que não visitei da última vez). Provavelmente nessa escola que recebi boas indicações de pelo menos 3 viajantes: http://www.agamayoga.com/
  • Comer o máximo possível de comidas diferentes nas ruas, principalmente dos quiosques.
  • Tomar muito suco natural de várias frutas tropicais!
  • Conversar com mais gente diferente!
  • Viver com o mínimo possível, nos lugares mais baratos e buscar conhecer a essência através do convívio prolongado quando possível.
  • Quem sabe até fazer WWOOF se surgir uma boa oportunidade. Porém ouvi que a maioria das fazendas de WWOOF estão no norte e pretendo ir para o sul.

Depois quero fazer um post com dicas mais relevantes da Tailândia, inclusive contar sobre um mini golpe que tentaram contra mim. Nada sério, mas importante compartilhar.

Se você tem vontade ou já visitou as redondezas, deixa um comentário! É bom ler coisas novas.

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